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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS DA DOENÇA CELÍACA

MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE

PORTARIA MS/SAS Nº 307, DE 17 DE SETEMBRO DE 2009Diário Oficial da União; Poder Executivo, Brasília, DF, 18 set. 2009. Seção I, p. 79-81
O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições,
Considerando que a Doença Celíaca apresenta um caráter crônico, identifica-se pela intolerância permanente ao glúten e provoca lesões na mucosa do intestino delgado, gerando uma redução na absorção dos nutrientes ingeridos;
Considerando a necessidade de se estabelecer parâmetros sobre a Doença Celíaca no Brasil e de diretrizes nacionais para a identificação, diagnóstico e acompanhamento dos doentes celíacos;
Considerando as sugestões apresentadas à Consulta Pública SAS/MS nº. 8, de 29 de julho de 2008;
Considerando a necessidade de se atualizar o diagnóstico da Doença Celíaca e reorientar a codificação desses procedimentos no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA-SUS);
Considerando as propostas do Grupo de Trabalho da Doença Celíaca do Conselho Nacional de Saúde;
Considerando o parecer do Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos - SCTIE/MS; e
Considerando a avaliação da Secretaria de Atenção à Saúde - Departamento de Atenção Especializada – Coordenação - Geral da Média e Alta Complexidade, resolve:
Art. 1º Aprovar, na forma do Anexo desta Portaria, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca.
Parágrafo único. O Protocolo, objeto deste Artigo, que contem o conceito geral da Doença Celíaca, critérios de inclusão, critérios de diagnóstico, tratamento e prognóstico e mecanismos de regulação, controle e avaliação, é de caráter nacional e deve ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos Estados e dos Municípios na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes.
Art. 2º Excluir, da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Órteses, Próteses e Materiais Especiais do Sistema Único de Saúde - SUS, o procedimento 02.02.03.049-0 - Pesquisa de Anticorpos Antigliadina (Glúten) IGG IGM e IGA.
Art. 3º Incluir, na Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS, procedimento descrito a seguir:



Procedimento:    02.02.03.118-7 DOSAGEM DE ANTICORPOS ANTITRANSGLUTAMINASE RECOMBINANTE HUMANA IGA
Descrição:    Detecção quantitativa do anticorpo antitransglutaminase da classe IgA por ensaio imunoenzimático, para o diagnóstico e acompanhamento da Doença Celíaca.
Complexidade:    MC - Média Complexidade
Modalidade:    01 - Ambulatorial
Instrumento de Registro:    01 - BPA (Consolidado)
Tipo de Financiamento:    06 - Média e Alta Complexidade (MAC)
Valor Ambulatorial SA:    18,55
Valor Ambulatorial Total:    18,55
Sexo:    Ambos
Idade Mínima:    0 Mês
Idade Máxima:    110 Anos
CBO:    221105, 221205, 223148, 223410.
Serviço/Classificação:    145 - Serviço de diagnóstico por laboratório clínico, 003 - Exames sorológicos e imunológicos

 Art. 4º Definir que, identificado o anticorpo de que trata o Art. 3º desta Portaria, o examinado deverá ser eencaminhado para confirmação diagnóstica, orientação e acompanhamento.
Parágrafo único. Os gestores estaduais e municipais do SUS, conforme a sua competência e pactuações, deverão estruturar a rede, estabelecer os fluxos e definir os serviços de Clínica Médica, Gastroenterologia ou Pediatria para o atendimento dos doentes celíacos em todas as etapas descritas no Anexo desta Portaria.
Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a partir da competência setembro/2009.
ALBERTO BELTRAME
ANEXOPROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS DA DOENÇA CELÍACA
1. Introdução
A Doença Celíaca (DC) é autoimune (1), causada pela intolerância permanente ao glúten - principal fração protéica presente no trigo, centeio, cevada e aveia - e que se expressa por enteropatia mediada por linfócitos T, em indivíduos geneticamente predispostos.
Estudos de prevalência da DC têm demonstrado que esta doença é mais frequente do que anteriormente se acreditava (2-15), e que continua sendo subestimada. A falta de informação sobre a DC e a dificuldade para o diagnóstico prejudicam a adesão ao tratamento e limitam as possibilidades de melhora do quadro clínico. Outra particularidade é o fato de a DC ser predominante entre os indivíduos faiodérmicos, embora existam relatos de sua ocorrência em indivíduos melanodérmicos. Estudos revelam que o problema atinge pessoas de todas as idades, mas compromete principalmente crianças de seis meses a cinco anos. Também foi notada uma frequência maior entre mulheres, na proporção de duas mulheres para cada homem. O caráter hereditário desta doença torna imprescindível que parentes de primeiro grau de celíacos submetam-se ao teste para sua detecção.
Três formas de apresentação clínica da DC são reconhecidas, quais sejam: clássica ou típica, não clássica ou atípica, e assintomática ou silenciosa (16,17):
I Forma Clássica: caracterizada pela presença de diarréia crônica, em geral acompanhada de distensão abdominal e perda de peso. O paciente também pode apresentar diminuição do tecido celular subcutâneo, atrofia da musculatura glútea, falta de apetite, alteração de humor (irritabilidade ou apatia), vômitos e anemia. Esta forma clínica pode ter evolução grave, conhecida como crise celíaca, que ocorre quando há retardo no diagnóstico e tratamento adequado, particularmente entre o primeiro e o segundo anos de vida, e frequentemente desencadeada por infecção. Esta complicação potencialmente fatal se caracteriza pela presença de diarréia com desidratação hipotônica grave, distensão abdominal por hipopotassemia e desnutrição grave, além de outras manifestações como hemorragia e tetania.
II Forma Atípica: caracteriza-se por quadro mono ou oligossintomático, em que as manifestações digestivas estão ausentes ou, quando presentes, ocupam um segundo plano. Os pacientes deste grupo podem apresentar manifestações isoladas, como, por exemplo, baixa estatura, anemia por deficiência de ferro refratária à reposição de ferro por via oral, anemia por deficiência de folato e vitamina B12, osteoporose, hipoplasia do esmalte dentário, artralgias ou artrites, constipação intestinal refratária ao tratamento, atraso puberal, irregularidade do ciclo menstrual, esterilidade, abortos de repetição, ataxia, epilepsia (isolada ou associada à calcificação cerebral), neuropatia periférica, miopatia, manifestações psiquiátricas - depressão, autismo, esquizofrenia -, úlcera aftosa recorrente, elevação das enzimas hepáticas sem causa aparente, fraqueza, perda de peso sem causa aparente, edema de aparição abrupta após infecção ou cirurgia e dispepsia não ulcerosa.
III Forma Silenciosa: caracterizada por alterações sorológicas e histológicas da mucosa do intestino delgado compatíveis com DC, na ausência de manifestações clínicas. Esta situação pode ser comprovada especialmente entre grupos de risco para a DC como, por exemplo, parentes de primeiro grau de pacientes com DC, e vem sendo reconhecida com maior frequência nas últimas duas décadas, após o desenvolvimento dos marcadores sorológicos para esta doença.
Deve-se mencionar a dermatite herpetiforme, considerada DC da pele, que se apresenta com lesões cutâneas do tipo bolhoso e intensamente pruriginoso e que se relaciona também com a intolerância permanente ao glúten.
2. Classificação CID 10
K90.0 Doença Celíaca
3. Critérios de inclusão
Serão incluídos neste Protocolo:
I Indivíduos que apresentem sintomas ou sinais das formas clássica e atípica de DC;
II Indivíduos de risco, entre os quais a prevalência de DC é esperada como consideravelmente maior do que a população geral: parentes de primeiro grau (pais e irmãos) de pacientes com DC (18-21); indivíduos com anemia por deficiência de ferro refratária à reposição de ferro oral (22), com redução da densidade mineral óssea (23-24), com atraso puberal ou baixa estatura sem causa aparente (25-26); indivíduos com doenças autoimunes, como diabetes melito insulinodependente (27), tireoidite autoimune (28), deficiência seletiva de IgA (29), Síndrome de Sjögren (30), colestase autoimune (31), miocardite autoimune (32); indivíduos com síndrome de Down (33), com síndrome de Turner (34), com síndrome de Williams (34), com infertilidade (35), com história de aborto espontâneo (36) ou com dermatite herpetiforme (37).
4. Diagnóstico
Para o diagnóstico definitivo da DC é imprescindível a realização de endoscopia digestiva alta, com biópsia de intestino delgado, devendo-se obter pelo menos 4 fragmentos da porção mais distal do duodeno, pelo menos segunda ou terceira porção, para exame histopatológico do material biopsiado, exame este considerado o padrão-ouro no diagnóstico da doença (34).
Os marcadores sorológicos são úteis para identificar os indivíduos que deverão submeter-se à biópsia de intestino delgado, especialmente aqueles com ausência de sintomas gastrointestinais, doenças associadas à DC e parentes de primeiro grau assintomáticos. Os marcadores sorológicos também são úteis para acompanhamento do paciente celíaco, como, por exemplo, para detectar transgressão à dieta. São três os principais testes sorológicos para a detecção da intolerância ao glúten: anticorpo antigliadina, anticorpo antiendomísio e anticorpo antitransglutaminase.
Com relação ao anticorpo antigliadina, descrito por Haeney et al., em 1978, determinado pela técnica de ELISA, deve-se mencionar que a especificidade do anticorpo da classe IgA (71% a 97% nos adultos e 92% a 97% nas crianças) é maior do que da classe IgG (50%), e que a sensibilidade é extremamente variável em ambas as classes (38,39).
O anticorpo antiendomísio da classe IgA, descrito por Chorzelski et al, em 1984, é baseado na técnica de imunofluorescência indireta. Apresenta alta sensibilidade (entre 88% e 100% nas crianças e entre 87% a 89% no adulto), sendo baixa em crianças menores de dois anos, e sua especificidade também é alta (91% a 100% nas crianças e 99% nos adultos) (38,39). No entanto, é um teste que depende da experiência do examinador, de menor custo/benefício e
técnica mais trabalhosa do que a de ELISA (40).
Com relação ao anticorpo antitransglutaminase da classe IgA, descrito por Dieterich et al., em 1997, obtido pelo método de ELISA, o seu teste é de elevada sensibilidade (92% a 100% em crianças e adultos) e alta especificidade (91% a 100%) (38).
Em resumo, há superioridade do anticorpo antiendomísio e do anticorpo antitransglutaminase, ambos da classe IgA, principalmente o anticorpo antitransglutaminase recombinante humana IgA, em relação ao antigliadina. Considerando a maior facilidade da dosagem do anticorpo antitransglutaminase, aliado À elevadas sensibilidade e especificidade na população pediátrica e adulta, este é o teste sorológico de escolha para avaliação inicial dos indivíduos com suspeita de intolerância ao glúten (40).
Deve-se destacar que a deficiência de imunoglobulina A é responsável por resultados falsos negativos dos testes sorológicos antiendomísio e antitransglutaminase da classe IgA. Por este motivo, indica-se como testes diagnósticos iniciais da DC a dosagem sérica simultânea do anticorpo antitransglutaminase da classe IgA e da imunoglobulina A.
Deve-se enfatizar que, até o momento, os marcadores sorológicos para DC não substituem o exame histopatológico do intestino delgado, que continua sendo o padrão ouro para o diagnóstico de DC. Os testes sorológicos serão considerados testes diagnósticos iniciais, que identificam os indivíduos a serem encaminhados para a biópsia duodenal. No entanto, deve-se considerar que há indicação de biópsia para indivíduos com sintomas ou sinais de DC, mas com marcadores sorológicos negativos, principalmente se integram grupo de risco.
Em relação à biópsia de intestino delgado, para que a interpretação histológica do fragmento seja fidedigna, é fundamental o intercâmbio entre o médico endoscopista e o médico responsável direto pelo doente - de preferência médico experiente em Gastroenterologia Pediátrica ou Clínica - com o médico patologista. A orientação do fragmento de biópsia pelo endoscopista e a inclusão correta deste material em parafina pelo histotecnologista são de extrema importância para a avaliação anátomo-patológica dos fragmentos biopsiados.
O papel do médico endoscopista no diagnóstico da doença pela biópsia de intestino delgado é fundamental e a execução da técnica deve ser impecável. Após a retirada de cada fragmento da segunda ou terceira porção do duodeno - ou porções ainda mais distais do intestino delgado que o endoscópio consiga atingir. Deve haver cuidado com a manipulação dos fragmentos de intestino delgado que, por ser amostra muito delicada, facilmente está sujeita a se desintegrar e impossibilitar a análise histológica. Além disso, é imprescindível que cada fragmento de biópsia seja colocado, separadamente, em papel de filtro, com o correto posicionamento, num total de 4 (quatro) fragmentos em seus respectivos papéis de filtro dentro de um frasco contendo formol.
A lesão clássica da DC consiste em mucosa plana ou quase plana, com criptas alongadas e aumento de mitoses, epitélio superficial cubóide, com vacuolizações, borda estriada borrada, aumento do número de linfócitos intraepiteliais e lâmina própria com denso infiltrado de linfócitos e plasmócitos. Marsh, em 1992, demonstrou haver sequência da progressão da lesão da mucosa de intestino delgado na DC: estágio 0 (padrão pré-infiltrativo), com fragmento sem
alterações histológicas e, portanto, considerado normal; estágio I (padrão infiltrativo), em que a arquitetura da mucosa apresenta-se normal com aumento do infiltrado dos linfócitos intra-epiteliais (LIE); estágio II (lesão hiperplásica), caracterizado por alargamento das criptas e aumento do número de LIE; estágio III (padrão destrutivo), em que há presença de atrofia vilositária, hiperplasia críptica e aumento do número de LIE; e estágio IV (padrão hipoplásico), caracterizado por atrofia total com hipoplasia críptica, considerada forma possivelmente irreversível. Nos últimos anos, alguns autores têm tentado aperfeiçoar este critério, tanto no que diz respeito à valorização do grau de atrofia vilositária (41), quanto em padronizar o número de linfócitos intraepiteliais considerados aumentados (41-44).
É necessário comentar que a alteração de mucosa intestinal do tipo Marsh III, que se caracteriza pela presença de atrofia vilositária, demonstra evidência de associação de DC (43,44), embora não seja lesão patognomônica desta doença.
A primeira padronização do diagnóstico da DC foi proposta pela Sociedade Européia de Gastroenterologia Pediátrica em 1969 (45). Este critério recomendava a primeira biópsia diagnóstica, a seguir dois anos de dieta sem glúten e biópsia de controle; caso esta fosse normal, seria necessário o desencadeamento com dieta com glúten por três meses ou até o aparecimento de sintomas, e a 3ª biópsia que, se mostrasse alterações compatíveis com a DC, a comprovaria definitivamente. Caso não houvesse alteração nesta última biópsia, o paciente deveria permanecer em observação por vários anos, pois poderia tratar-se de erro diagnóstico ou retardo na resposta histológica.
Em 1990, após a introdução dos testes sorológicos e melhor experiência com a doença, a mesma Sociedade modificou estes critérios, dispensando a provocação e a 3ª biópsia na maioria dos pacientes (46). Exceções a isso seriam quando o diagnóstico fosse estabelecido antes dos dois anos de idade ou quando houvesse dúvida com relação ao diagnóstico inicial como, por exemplo, falta evidente de resposta clínica à dieta sem glúten, não realização de biópsia inicial ou quando esta biópsia foi inadequada ou não típica da DC (46).
5. Fluxo para o Diagnóstico da Doença Celíaca
Na evidência de sintomas ou sinais das formas clássicas e atípicas da DC e para indivíduos de risco solicitar, simultaneamente, a dosagem do anticorpo antitransglutaminase recombinante humana da classe IgA (TTG) e da imunoglobulina A (IgA).
Se ambas as dosagens mostrarem-se normais, o acometimento do indivíduo pela DC é pouco provável no momento. Entretanto, na forte suspeita de DC, encaminhar o paciente para serviço de Clínica Médica, Gastroenterologia ou Pediatria para melhor avaliação quanto à realização de biópsia de intestino delgado. Em se tratando de indivíduo com parente de primeiro grau acometido de DC, ou com diagnóstico de doença autoimune ou doença não autoimune relacionada à DC, repetir dosagem do TTG no futuro.
Se a dosagem do anticorpo antitransglutaminase (TTG) for anormal, o indivíduo deverá ser encaminhado a serviço de Clínica Médica, Gastroenterologia ou Pediatria com vistas à realização de biópsia de intestino delgado.

Se a dosagem do anticorpo antitransglutaminase (TTG) for normal, mas a dosagem de imunoglobulina A (IgA) estiver alterada, deve ser considerada a possibilidade de falso negativo pela presença de imunodeficiência primária, e o indivíduo deverá ser encaminhado a serviço de Clínica Médica, Gastroenterologia ou Pediatria com vistas à realização de biópsia de intestino delgado.Caso o exame histopatológico seja positivo para lesão clássica da mucosa intestinal da DC, confirma-se o diagnóstico desta doença.
Por último, para a situação de perfil diagnóstico TTG anormal, IgA normal e biópsia de intestino delgado negativa, o indivíduo não tem DC e o resultado da dosagem de TTG deve ser considerado falso positivo. Contudo, o exame histopatológico deve ser revisto e, se realmente for negativo, ou seja, se estiver ausente a lesão clássica da mucosa do intestino delgado, considerar o achado endoscópico como lesão em mosaico (acometimento em patchy) e indicar nova biópsia intestinal com a obtenção de múltiplos fragmentos. Se, novamente, o padrão histológico não for de DC, a existência desta doença é pouco provável.

Fluxograma da DC: clique aqui
6. Tratamento e Prognóstico
O tratamento da DC consiste na dieta sem glúten, devendo-se, portanto, excluir da alimentação alimentos que contenham trigo, centeio, cevada e aveia, por toda a vida (47).
Com a instituição de dieta totalmente56 sem glúten, há normalização da mucosa intestinal, assim como das manifestações clínicas. Porém, no caso de diagnóstico tardio, pode haver alteração da permeabilidade da membrana intestinal por longo período de tempo e a absorção de macromoléculas poderá desencadear quadro de hipersensibilidade alimentar, resultando em manifestações alérgicas (48). Esse quadro deve ser considerado, quando o indivíduo não responde adequadamente à dieta sem glúten e apresenta negatividade nos exames sorológicos para DC.
É necessário destacar que as deficiências nutricionais decorrentes da má-absorção dos macro e micronutrientes, por exemplo, deficiência de ferro, ácido fólico, vitamina B12 e cálcio, devem ser diagnosticadas e tratadas. Assim, deve-se atentar para a necessidade de terapêutica medicamentosa adequada para correção dessas deficiências.
O dano nas vilosidades da mucosa intestinal pode ocasionar deficiência na produção das dissacaridases, na dependência do grau de seu acometimento. Por isso, deve-se verificar a intolerância temporária à lactose e sacarose, que se reverte com a normalização das vilosidades (49).
Há relatos de uma série de manifestações não malignas associadas à DC, como, por exemplo, osteoporose, esterilidade, distúrbios neurológicos e psiquiátricos (50). Dentre as doenças malignas, são relatadas associações com o adenocarcinoma de intestino delgado, linfoma e carcinoma de esôfago e faringe (51). O risco dessas manifestações está associado com a inobservância à dieta isenta de glúten e com o diagnóstico tardio, como nos sintomas neurológicos (52).
Portanto, justifica-se a prescrição de dieta totalmente isenta de glúten, por toda a vida a todos os indivíduos com DC, independentemente das manifestações clínicas. A adoção da dieta isenta de glúten deve ser rigorosa, pois transgressões sucessivas a ela poderão desencadear um estado de refratariedade ao tratamento (49).
A dieta imposta é restrita, difícil e permanente, ocasionando alterações na rotina dos indivíduos e de sua família, lembrando-se que, devido ao caráter familiar da desordem, aproximadamente 10% dos parentes dos celíacos podem apresentar a mesma doença (53).
Também enfatiza-se a necessidade da atenção multidisciplinar e multiprofissional aos indivíduos com DC, pois, além dos cuidados médicos, eles podem precisar de atendimento por profissionais de nutrição, psicologia e serviço social de forma individualizada e coletiva (53, 54).
7. Regulação, Controle e Avaliação
A regulação do acesso é um componente essencial da gestão para a organização da rede assistencial e garantia do atendimento dos doentes, e muito facilita as ações de controle e avaliação, que incluem, entre outras, a manutenção atualizada do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), o monitoramento da produção dos procedimentos (por exemplo, frequência apresentada versus autorizada, valores apresentados versus autorizados versus pagos) e, como verificação do atendimento, os resultados do teste de detecção e o resultado da biópsia duodenal e as consultas de acompanhamento. Ações de auditoria devem verificar in loco, por exemplo, a existência e observância da regulação do acesso assistencial, a compatibilidade da cobrança com os serviços executados, a abrangência e a integralidade assistenciais, e o grau de satisfação dos doentes.
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47 - Sdepanian VL, Scaletsky ICA, Fagundes-Neto U, et al. Assessment of gliadin in supposedly gluten-free foods prepared and purchased by celiac patients. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2001;32:65 - 70.
48 - Ferreira, C.T.; Seidman, E. Food allergy: a practical update from the gastroenterological viewpoint. Jornal de Pediatria, v.83, n.1, p 7-20, 2007.
49 - Beyer, P.L. Terapia clínica nutricional para distúrbios do trato gastrintestinal baixo. IN: MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S.. Krause alimentos, nutrição & dietoterapia. 10a ed. São Paulo, Roca, cap.31. p 643-670, 2002.
50 - Holmes GKT. Non-malignant complications of coeliac disease. Acta Paediatr 1996;85:68-75.
51 - Catassi C, Fabiani E, Corrao G, et al. Italian Working Group on Coeliac Disease and Non-Hodgkin's-Lymphoma. Risk of non-Hodgkin lymphoma in celiac disease. JAMA 2002;287:1413-9.
52 - Siqueira Neto, J.I.; Costa, A.C.L.V.; Magalhães, F.G.; Silva, G. S.. Neurological manifestations of celiac disease. Arquivos Neuropsiquiatr, v.62, n.4, p. 969-972, 2004.
53 - Fragoso Arbelo, Trini; Díaz Lorenzo, Tamara; Pérez Ramos, Elvira; Milán Pavón, Rebeca; Luaces Fragoso, Ernesto. Importancia de los aspectos psicosociales en la enfermedad celíaca / Importance of psychosocial aspects in celiac disease. Rev. cuba. med. gen. integr;18(3), mayo-jun. 2002.
54 - Santos, S.V.; Fagulha, T. Síndrome nefrótica e doença celíaca na infância: perspectiva da criança sobre a relação que os outros estabelecem com ela. Psicologia, saúde e doenças - ano/vol II, No- 2, pags. 27-41, Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde, Lisboa, 2001.


Portaria Republicada em 26 de maio de 2010, para correção no texto do capítulo 5.

http://www.riosemgluten.com/protocolo_de_DCeliaca.htm

Auto Teste de Sensibilidade ao Glúten

Informações encontradas no Blog 
Não Contém Glúten

Este é um auto-teste para você descobrir se tem sensibilidade ao glúten. Se já for celíaco ou souber que é sensível, indique o teste aos seus familiares e amigos. Muitas pessoas são sensíveis ao gluten e não sabem! O texto abaixo é longo, mas talvez um minutinho da sua atenção seja suficiente para evitar muitas complicações à sua saúde! Marque os sintomas que se aplicam a você :

DIGESTIVO
Vontade de comer alimentos feitos com trigo
Síndrome do Intestino Irritável SII
Prisão de ventre
Falta de apetite
Problemas de peso
Indigestão
Inchaço abdominal / gases
Refluxo ácido
Diarréia
Anemia ferropriva
Náusea

NEUROLÓGICO
Dores de cabeça
Problemas de memória
Falta de concentração
Dores articulares / dores musculares
Fibromialgia
Enxaqueca
Confusão mental
Déficit de atenção / hiperatividade
Ataxia (falta de coordenação dos movimentos)
HORMONAIS
Fadiga
Depressão
Irritabilidade
Problemas menstruais
Problemas tireoide
Problemas de sono
Ansiedade
Mudança de humor
Infertilidade / aborto
Osteoporose / osteopenia (você ou na sua família)

IMUNE
Você tem infecções facilmente
Asma
Eczema
Elevação das enzimas hepáticas
História de câncer em você ou na sua família
Doença celíaca em você ou na sua família
Congestão nasal
Erupção cutânea
Psoríase
Artrite de qualquer tipo, em você ou na sua família
Doença auto-imune (diabetes, esclerose múltipla, lúpus, em você ou na sua família)
Se você marcou de 1 a 3 sintomas: a sensibilidade ao gluten pode estar desempenhando algum papel em seus problemas de saúde.

Se você marcou 4 a 7 sintomas: há uma possibilidade concreta de que você esteja sofrendo de sensibilidade ao gluten

Se você marcou 8 ou mais sintomas: a probabilidade é forte de que a sensibilidade ao gluten está tendo um efeito negativo em sua saúde.


Se assim for, você não está sozinho!

O que fazer agora???

Vamos discutir as duas condições possíveis que podem estar afetando a sua saúde, a doença celíaca ou a sensibilidade ao glúten. Para definir os nossos termos, usaremos o termo "intolerância ao gluten" como um termo abrangente que inclui tanto a doença celíaca quanta a sensibilidade ao gluten.
A doença celíaca é uma das doenças mais comum ao longo da vida na Europa e nos Estados Unidos. 1% da população sofre com esse problema e esse percentual aumenta com a idade quatro vezes a 4%, tornando se extremamente comum.
Você pode pensar que uma desordem tão comum como esta, é bem diagnosticada em um sistema médico tão avançado como o nosso. Infelizmente, isso não acontece em todos os casos. Apenas 5 ~ 10% de todas as pessoas que sofrem da doença são diagnosticadas. E, para adicionar outros dados, aquelas pessoas que são diagnosticadas, levam em média 10 anos para receber seu diagnóstico.

Por que a maioria dos Celíacos permanecem sem diagnóstico?

Há algumas respostas possíveis :
Vivemos em uma sociedade que é impulsionada por drogas, que gosta de engolir pílulas e fazer com que os sintomas desapareçam. A doença celíaca pode ser tratada somente com uma mudança de dieta e não é fácil. Não há nenhuma droga para fazer os sintomas desaparecerem.
Os médicos não estão focados na dieta e no estilo de vida. Eles não gostam de fazer mudanças na dieta. Eles são treinados para para receitar medicamentos que fazem o seu paciente "sentir-se bem" rapidamente.
As empresas farmacêuticas neste país, financiam mais de 70% de toda pesquisa realizada.. Com a dieta sendo a única "cura" para a doença celíaca que conhecemos, definitivamente não é uma doença que as empresas farmacêuticas queiram gastar muito tempo e dinheiro pesquisando.
O teste que tem sido usado como "padrão ouro" para a doença celíaca não é muito sensível. Isto significa que muitas pessoas dizem que o gluten não é o seu problema, quando ele é. O teste, uma biópsia intestinal, exige uma quantidade tremenda de danos nas paredes do dueno para dar positivo.
Os médico são tradicionais em suas práticas e só recentemente se tornou evidente como a doença celíaca é comum. A maioria deles foram treinados, erroneamente, que a doença celíaca é rara e que os pacientes apresentam sintomas de dor abdominal, diarreia grave e perda de peso. Sabe-se agora que a maioria dos pacientes com doença celíaca não terá sintomas, mas mudar a forma como os médicos pensam é coisa que ocorre lentamente.
Causa à parte, os fatos permanecem os mesmos : 90% das pessoas que sofrem de doença celíaca (uma doença comum), permanecem sem diagnóstico e sofrendo.

O que é sensibilidade ao glúten?

Sensibilidade ao glúten é uma condição muito comum que afeta de 8 a 40 vezes mais pessoas do que aquelas afetadas por doença celíaca. Então, por que todo mundo não sabe sobre isso??? Porque só recentemente é que foi admitido que legitimamente isso existe. Na verdade, quando Peterson escreveu "O efeito gluten" em 2009, afirmou informações sobre o gluten que não eram de todo aceitas pela comunidade celíaca e investigadores de renome. Na verdade, no momento da sua publicação, o pensamento predominante era que aqueles que "pareciam" estar reagindo ao gluten, mas que não tinham a doença celíaca, provavelmente estavam equivocados e talvez sofrendo de algum "efeito placebo" de algum tipo.
Que diferença poucos meses podem fazer!!!Até o final de 2009 e que continua em 2010 e 2011, resultados de pesquisas, cada vez mais tem demonstrado que a sensibilidade ao gluten não só é uma condição muito real, e também que está afetando a saúde de milhões de pessoas inocentes de todas as idades.
Sensibilidade ao gluten é muito mais comum do que a doença celíaca.
Embora as estimativas variem, a incidência de sensibilidade ao gluten em nossa população, parece estar em algum lugar entre 8% e 40%. Por que a grande variação? Pesquisas sobre a sensibilidade ao gluten só começaram a acontecer recentemente. Como exemplo de quanto tempo pode demorar para se obter um conjunto de informações sobre uma doença, a pesquisa sobre doença celíaca vem ocorrendo há décadas, mas foi só em 2010 que descobriram que a incidência de celíacos na verdade aumentou com a idade de 1% ~ 4%. Este aumento de 400% em uma doença que foi pensada para ser puramente genética (o que significa que ou você nasceu com ela ou você não é), foi um enorme avanço para descobrir que fatores dietéticos e estilo de vida, além de um gene para a doença celíaca, foram necessários para "ligar" o gene que produz uma intolerância ao glúten.


Fonte:
http://www.healthnowmedical.com/am-i-gluten-sensitive/

Dieta Anti-inflamatória para Portadores de Artrite Reumatóide

Informações encontradas no Blog 
Não Contém Glúten

"A chave da alimentação dos pacientes com artrite reumatóide é seguir uma dieta anti-inflamatória. Para isto, é preciso fazer uma escolha inteligente de alimentos ricos em antioxidantes, em fibras e em gorduras saudáveis, visando ajudar na redução das dores da artrite reumatóide.


Carne vermelha, carne de porco, aves, ovos e manteiga

Estes alimentos de origem animal  contêm muita gordura saturada, o que é prejudicial para o paciente artrítico, pois aumentam a inflamação das juntas. O que comer ao invés destes alimentos?  “A gordura saturada está na gema do ovo, assim, faça um omelete só de claras. Se o paciente é fã de leite, opte pelo desnatado. Se não abre mão de carne, prefira os cortes mais magros, tais como bifes do lombo, peito de frango e costeletas de lombo de porco. A proteína ideal para consumo diário é a que vem do salmão e da cavala, alimentos ricos em ácidos graxos, ômega-3”, orienta o diretor do Iredo.

É preciso dar prioridade a alimentos que tenham fontes de gordura vegetal, ao invés de animal. A gordura não deve ser abolida da dieta, mas o consumo apropriado abrange mais gorduras polinsaturadas e monoinsaturadas, tais como as que encontramos no azeite de oliva, nas nozes e no abacate.

Nada de salgadinhos industrializados e margarina

A maioria dos salgadinhos industrializados e das margarinas contém ácidos graxos trans ou gordura trans. Uma dieta rica em gordura trans aumenta a proteína C-reativa, marcador que indica a quantidade de inflamação no sangue. Segundo um estudo da Harvard Medical School, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, os alimentos ricos em gordura trans afetam profundamente os marcadores inflamatórios, tornando-os duas vezes tão perigosos quanto as gorduras saturadas."
Outros alimentos que causam inflamação e que também já falei sobre eles aqui no blog, são os que contém SOLANINA. Este assunto então, é pior que a dieta citada acima! Eu tenho a impressão que tirando a minha família, ninguém me ouve!rssss!! Quero inclusive relatar que 2 meses depois de ter excluído o tomate, berinjela e a batata inglesa das minhas refeições, as minhas dores melhoraram muito. E o mais importante para mim, a sensação de estar "travando" acabou. Até dois meses atrás, eu vinha comendo muito tomate e berinjela, porque são legumes que tem o ano todo por aqui. Essa sensação de estar "travando" vinha piorando pouco à pouco e posso afirmar que passou!
Vou colocar aqui um trecho traduzido de um artigo sobre a Solanina: -

"A maioria das pessoas nunca ouviu o termo "solanáceas", muito menos fazer a conexão com um grupo de alimentos que inflama a dor e a inflamação. Solanáceas são um grupo conhecido como botânica Solanaceae - somam mais de 92 variedades e 2.000espécies.

A conexão de solanáceas e artrite tipo de distúrbios foi trazida a lume em grande parte pelos esforços do Dr. Norman Childers F.,ex-professor de Horticultura da Universidade Rutgers. Childers Dr. soube em primeira mão os efeitos da dor articular e rigidezsevera. Ele descobriu que, após consumir uma refeição contendo qualquer tomates, ele experimentou a dor severa. Como o seu interesse nas respostas inflamatórias à solanaceas cresceu, ele observou o gado ajoelhado na dor de articulações inflamadas - o gado tinham consumido as ervas daninhas que contêm uma substância chamada solanina. Solanina é um produto químico conhecido como um alcalóide, que podem ser altamente tóxicos.


Solanáceas de Referência Rápida

Tomate, todas as variedades (includingTomatillos)

Batatas, todas as variedades (batata doce e inhame não são solanáceas. Beware de fécula de batata usada em temperos e muitos como um agente espessante)
Peppers (vermelho, verde, amarelo, laranja, pimenta, jalapeno, pimenta, pimento)
páprica
berinjela

Alimentos que contêm solanina, embora não directamente na família solanacea:
Blueberries e Huckleberries
quiabo
alcachofras

Outras Substâncias a evitar:

Remédios homeopáticos contendo Belladonna (conhecido como beladona)
Medicamentos de prescrição e over-the-counter contendo fécula de batata como um enchimento (especialmente prevalente emdormir e medicamentos relaxantes musculares)
Flores comestíveis: petunia, videira cálice, jasmim dia, trombetas do anjo e do diabo.
Atropina e escopolamina, usada em pílulas para dormir
Medicação tópica para dor e inflamação capsicum contendo (em pimenta caiena)
* Leia os rótulos com cuidado, pois você poderia estar fazendo tudo certo, e ainda ser sabotado por uma pequena quantidade deum ingrediente, como paprika como um enfeite.

Não é só a AR, outras doenças também podem ser afetadas :

Para os milhões de norte-americanos experimentando algum tipo de articulação, tendão, ligamento do osso, ou desconforto de tecidos moles, o objetivo não é só para encontrar uma solução natural para alívio a curto prazo, mas também para fazer as mudanças necessárias para eliminar da dieta e reverter o quadro, especificamente para:

Tendinite
Síndrome do Túnel Carpal
bursite
Fibromialgia (ME, Fibromyositis)
Artrite (reumatóide e Osteo)
gota
doença cardíaca
Distúrbios digestivos (leaky gut, intestino irritável, doença de Crohn, etc)
Qualquer condição cujos sintomas incluem dores persistentes, inchaço, sensibilidade, dor, dormência, formigamento, fraqueza muscular e inflamação.

A tradução está horrível, mas é possível entender! Com este post, o meu intuito é de informar e pedir que quem tenha uma doença inflamatória, assim como eu, pense melhor no que come. O que é alimento para uns, é veneno para outros.


Referências: 
http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=92&id=760&menu=92
http://www.leakygut.co.uk/Hidden%20cause%20of%20inflammatory%20disorders.htm


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Artrite Reumatoide 

Alimentos e a Inflamação



Vejam este artigo sobre Artrite Reumatoide e aos alimentos:

http://www.glutenfreesociety.org/gluten-free-society-blog/prescription-pain-trap/





Tradução do Google :


Infelizmente, a maioria dos médicos especializados no tratamento de artrite, dores articulares, dores musculares, e doenças auto-imunes que afetam o sistema músculo-esquelético, nunca consideram que alguns alimentos na dieta contribuam para o desenvolvimento destas condições.
Eu estava formalmente treinada em reumatologia no Hospital VA, em Houston, TX, e posso dizer que a dieta nutricional e suas recomendações para pacientes, foram desencorajadas e na maioria dos casos desaprovada pelos nossos médicos. Na verdade, foi essa experiência que me levou a aprofundar a conexão entre doença auto-imune e alimentos.
Nos últimos 10 anos, tratei milhares de pacientes com doenças artríticas. As terapias mais eficazes  têm sido sempre de dieta e exercício. O paradoxo com o exercício ... É mais difícil se ater a um programa de exercícios se constantemente a artrite está inflamada.


O problema com a comida ...


Todo mundo reage exclusivamente com base em sua própria química. Mas só faz sentido que  as drogas sejam o  alvo de tratamento para a inflamação , por que não os alimentos. Afinal, a comida não é um tipo de droga?
Eu descobri que a pesquisa médica suporta esta conexão, mas o mais importante, eu descobri que os pacientes melhoram depois de eliminar os alimentos inflamatórios de suas dietas. Quais os alimentos que devemos evitar para ajudar a recuperar de artrite? Depende da pessoa. Cada um é único.

Não caia na armadilha da dor da prescrição:



Drogas só mascara a inflamação, eles não corrigirem a fonte. Muitos analgésicos também causar deficiências de vitaminas e minerais. Este efeito secundário pode impedir a cura a longo prazo. Por exemplo, AINEs (não esteróides anti-inflamatórios) pode causar o ácido fólico e vitamina C. Ambas as vitaminas são essenciais para o corpo para ser capaz de reparar a cartilagem danificada, articulações, tendões e ligamentos. Consulte o diagrama abaixo:

Fox News me entrevistou recentemente sobre este tema muito complexo. Você pode assistir a entrevista abaixo. Se você acha que a informação irá beneficiar alguém (incluindo o seu médico), por favor compartilhá-lo. O vídeo está no post original.

Formas de artrite que se beneficiam com as mudanças da dieta:

  • Osteoartrite
  • Espondilite Anquilosante
  • Artrite reumatóide
  • Lúpus
  • espondiloartrite
  • psoriática
  • artrite reativa
  • Fibromialgia
  • Esclerodermia
  • Myofascitis
  • Dermatomiosite


Alimentos que podem desencadear dores articulares e musculares


Na minha experiência clínica a seguinte lista curta de alimentos comumente contribuem para a artrite. A lista não é exaustiva, mas inclui alguns dos alimentos que disparam as mais comuns dores articulares.
  • Grão (incluindo todos os grãos de trigo, cevada, centeio, aveia, milho, arroz, milheto, sorgo, etc)
  • Solanáceas (batata, berinjela, tomate, pimentão, tabaco)
  • Gorduras hidrogenadas (dificilmente um alimento, mas acrescentou que uma grande quantidade de alimentos processados)
  • Açúcar (em todas as formas processadas)
  • Café e Chá
  • Soja
  • Amendoins


Alimentos que podem ajudar a reduzir a inflamação


Todos os melhores,
Dr. Osborne - O Guerreiro AKA sem Glúten





Esquemas by Raquel Benati

domingo, 18 de dezembro de 2011

Doença Celíaca
 
É uma intolerância permanente, isto é, por
toda a vida, ao glúten. O glúten é uma proteína
que está presente nos seguintes alimentos: trigo,
aveia, centeio, cevada e malte.
A doença celíaca ocorre em pessoas com tendência
genética à doença. Geralmente aparece na infância,
nas crianças com idade entre 1 e 3 anos, mas pode
surgir em qualquer idade, inclusive nas pessoas adultas.

Como a doença celíaca é diagnosticada?
Os exames de sangue são muito utilizados na
detecção da doença celíaca. Os exames do anticorpo
anti-transglutaminase tecidular (AAT) e do anticorpo
anti-endomísio (AAE) são altamente precisos e confiáveis,
mas insuficientes para um diagnóstico. A doença celíaca deve
ser confirmada encontrando-se certas mudanças nos vilos que
revestem a parede do intestino delgado. Para ver essas mudanças,
uma amostra de tecido do intestino delgado é colhida através
de um procedimento chamado endoscopia com biópsia
(Um instrumento flexível como uma sonda é
inserido através da boca, passa pela garganta
e pelo estômago, e chega ao intestino delgado para
obter pequenas amostras de tecido). 

Qual é o tratamento?
O único tratamento é uma alimentação sem
glúten por toda a vida. A pessoa que tem a
doença celíaca nunca poderá consumir alimentos
que contenham trigo, aveia, centeio, cevada e
malte ou os seus derivados (farinha de trigo,
pão, farinha de rosca, macarrão, bolachas,
biscoitos, bolos e outros). A doença celíaca
pode levar à morte se não for tratada.
Quais são os alimentos permitidos para quem
tem a doença celíaca?
• Cereais: arroz, milho.
• Farinhas: mandioca, arroz, milho, fubá, féculas.
• Gorduras: óleos, margarinas.
• Frutas: todas, ao natural e sucos.
• Laticínios: leite, manteiga, queijos e derivados.
• Hortaliças e leguminosas: folhas, cenoura, tomate,
vagem, feijão, soja, grão de bico, ervilha, lentilha,
cará, inhame, batata, mandioca e outros).
• Carnes e ovos: aves, suínos, bovinos, caprinos,
miúdos, peixes, frutos do mar. 

Cuidados especiais:
Atenção ao rótulo de produtos industrializados
em geral. A lei federal nº 10674 , de 2003,
determina que todas as empresas que produzem
alimentos precisam INFORMAR obrigatoriamente
em seus rótulos se aquele produto “CONTÉM GLÚTEN”
ou "NÃO CONTÉM GLÚTEN" .
Atenção:
• Qualquer quantidade de glúten, por mínima que
seja, é prejudicial para o celíaco;
• Leia com atenção todos os rótulos ou embalagens
de produtos industrializados e, em caso de dúvida,
consulte o fabricante;
• Não use óleos onde foram fritos empanados com f
arinha de trigo ou farinha de rosca (feita de pão
torrado);
• Não engrosse pudins, cremes ou molhos com farinha
de trigo;
* Tenha cuidado com temperos e amaciantes de carnes
industrializados, pois muitos contém glúten;
• Não utilize as farinhas proibidas para polvilhar
assadeiras ou formas.

Importante:
• Na escola, nunca separe a criança celíaca
dos demais colegas na hora das refeições;
• O celíaco pode e deve fazer os mesmos
exercícios que seus colegas;
• Existem celíacos que são diabéticos.
Portanto, sua alimentação não deve conter
glúten e nem açúcar;
• Existem celíacos que têm intolerância à
lactose. Portanto, sua alimentação não deve
conter glúten, nem leite de vaca e seus derivados.
Eveline Cunha Moura
Assessora em Nutrição da
Coordenação Nacional da Pastoral da Criança.

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